

“As coisas não se fixam em um mundo voltado para o consumo rápido e para a superficialidade. Consome-se e troca-se rapidamente de produto, não há tempo para maturação, não há tempo para reflexões, o ócio não é permitido. Os valores são rapidamente consumidos e substituídos por outros que serão logo desmanchados. O trabalho contínuo de construção e desconstrução é exigência da modernidade e se insere perfeitamente no modo de produção capitalista. A modernidade exige velocidade. A intimidade mal se estabelece e logo há necessidade de trocar de assunto, de família, de trabalho, de canal de TV. Um diálogo que proponha questionamentos não tem lugar porque não há argumentos, não há repertório para muito tempo de reflexão”. (Berman 1982)
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