1. Anorexia nervosa:

A anorexia nervosa é um distúrbio alimentar que provoca mais perda de peso nas pessoas do que é considerado saudável para a idade e altura. Pessoas com anorexia podem ter um medo intenso de ganhar peso, mesmo quando estão abaixo do peso normal. Elas podem abusar de dietas ou exercícios, ou usar outros métodos para perder peso.

As causas exatas da anorexia nervosa são desconhecidas. Vários fatores provavelmente estão envolvidos. Os genes e os hormônios podem desempenhar um papel no seu desenvolvimento. Atitudes sociais que promovem tipos de corpos muito magros também podem estar envolvidas.

Os fatores de risco para a anorexia incluem:

  • Busca pela perfeição ou foco exagerado em regras
  • Ser muito preocupado ou dar muita atenção ao peso e à forma
  • Problemas de alimentação quando bebê ou na primeira infância
  • Determinadas ideias sociais ou culturais sobre saúde e beleza
  • Autoimagem negativa
  • Transtorno de ansiedade quando criança

A anorexia geralmente tem início durante a adolescência ou no início da fase adulta. É mais comum em mulheres, mas também pode ser vista em homens. O distúrbio é observado principalmente em mulheres brancas com escolaridade alta e que têm família ou personalidade focadas em objetivos.

Outras causas de perda de peso ou atrofia muscular devem ser descartadas com exames médicos.

 Outras condições que possam causar esses sintomas incluem:

Devem ser feitos exames para ajudar a encontrar a causa da perda de peso ou observar qual dano a perda de peso ocasionou

Descrição das doenças acima:

Doença de Addison: 

as glândulas adrenais (pequenos órgãos liberadores de hormônio localizados no topo de cada rim. Elas são constituídas de parte externa (chamada córtex) e interna (chamada medula), não produzem quantidades suficientes de seus hormônios.

O córtex produz três tipos de hormônios:

Os hormônios glicocorticoides (tais como cortisol) mantêm o controle do açúcar (glucose), diminuem (eliminam) a resposta imunológica e ajudam o corpo a responder ao estresse.

Os hormônios mineralocorticoides (como a aldosterona) regulam o equilíbrio de sódio e potássio.

Os hormônios sexuais, andrógenos (homem) e estrógenos (mulheres) afetam o desenvolvimento sexual e a libido. 

A doença de Addison é resultado de dano ao córtex adrenal. O dano faz com que o córtex produza menos hormônios.

Esse dano pode ser provocado por:

  • doença autoimune (o sistema imunológico ataca a glândula por engano)
  • Infecções como tuberculose, HIV ou infecções fúngicas
  • Hemorragia, perda de sangue
  • Tumores
  • Uso de medicamentos para diminuição da viscosidade do sangue (anticoagulantes)

 

Os fatores de risco para a doença de Addison do tipo autoimune incluem outras doenças autoimunes:

  • - Tireoidite crônica (Tireoidite de Hashimoto, ou tireoidite linfocítica crônica, sentir cansaço, intolerância ao frio e sonolência durante meses pode ser sinal de hipotireoidismo; procure um médico para avaliação);

 

  • - Dermatite herpetiforme (Pequenas vesículas surgem gradualmente nos cotovelos, nos joelhos, nas nádegas, nas região lombar e na parte posterior da cabeça, podendo formar-se na face e no pescoço. A possível causa é a intolerância ao glúten, pois esta substânciaativa o sistema imune, dando origem aos sintomas da doenç As causas  são desconhecidas. Ocorrem ainda coceira e  sensação de queimação intensa.


Os sintomas de crise adrenal incluem:

 Doença celíaca:

é causada pela intolerância ao glúten, uma proteína encontrada no trigo, aveia, cevada, centeio e seus derivados, como massas, pizzas, bolos, pães, biscoitos, cerveja, uísque, vodka e alguns doces, provocando dificuldade do organismo de absorver os nutrientes dos alimentos, vitaminas, sais minerais e água, cujo sintomas são: perda de gordura nas fezes, vômito, perda de peso, inchaço nas pernas, anemias, alterações na pele, fraqueza das unhas, queda de pêlos, diminuição da fertilidade, alterações do ciclo menstrual e sinais de desnutrição.

Só pode ser diagnosticada por meio de exames de sangue, pois os sintomas são muito variados e constantemente associados com outras doenças. Normalmente se manifesta em crianças com até um ano de idade, quando começam a ingerir alimentos que contenham glúten ou seus derivados. A demora no diagnóstico leva a deficiências no desenvolvimento da criança. Em alguns casos se manifesta somente na idade adulta, dependendo do grau de intolerância ao glúten, afetando homens e mulheres.

O principal tratamento é a dieta com total ausência de glúten; quando a proteína é excluída da alimentação os sintomas desaparecem. A maior dificuldade para os pacientes é conviver com as restrições impostas pelos novos hábitos alimentares. A doença celíaca não tem cura, por isso, a dieta deve ser seguida rigorosamente pele resto da vida. É importante que os celíacos fiquem atentos à possibilidade de desenvolver câncer de intestino e a ter problemas de infertilidade.

 Doença Inflamatória Intestinal:

Doença Inflamatória Intestinal (DII) é um grupo de doenças inflamatórias crônicas de causa desconhecida envolvendo o Aparelho Digestivo, onde há inflamação em uma parte do trato gastrointestinal.. É uma afecção na qual o intestino se torna vermelho, inchado e com feridas espalhadas. Doenças Inflamatórias Intestinais podem ser divididas em dois grupos principais:

Doença de Crohn (DC): o Doutor Burril Crohn foi um médico de Nova Iorque que, em 1932, descreveu pela primeira vez um grupo de pacientes com a doença intestinal que hoje tem o seu nome.

A DC se caracteriza por uma inflamação que penetra toda a espessura da parede intestinal. Ela pode atacar qualquer parte do aparelho digestório, desde a boca até o ânus. Essa doença não pode ser curada através de cirurgia, pois pode ocorrer novamente em outras partes do trato digestivo. Vale a pena salientar que a maioria das doenças crônicas, como por exemplo diabete e pressão alta, também não podem serem curadas, mas são efetivamentes tratadas com medicamentos.

Retocolite Ulcerativa (RCU): esta doença ataca o revestimento interno do intestino grosso causando inflamação, ulceração e sangramento. Sendo restrita exclusivamente ao intestino grosso, algumas vezes a doença pode ser controlada pela remoção de todo o cólon.

Os exames para diagnosticar a anorexia incluem:

- Albumina

- Exame de densidade óssea para verificar se há ossos finos (osteoporose)

- Hemograma completo

- Eletrocardiograma (ECG)

- Eletrólitos

- Testes de funcionamento dos rins

- Testes da função hepática

- Proteína total

- Testes de funcionamento da tireoide

- Urinálise